Antes, foi tempo de envolver a Família com a colaboração e ajuda para uma nobre causa, através de donativos em bens necessários à proteção e alimentação dos animais que se encontram na APAMG (Associação Protetora dos Animais, na nossa cidade). Acreditámos que, igualmente em casa, surgiram momentos de conversas /abordagens à importância dos cuidados com os animais, da sua segurança e proteção, alimentação e higiene – o direito a serem bem tratados.
Antes, no jardim, dentro ou fora das salas,
conversámos, imitámos sons da fala, descobrimos que têm diferenças e quais são,
procurámos imagens de animais de companhia, dos que servem para a alimentação e
de outros que, longe ou perto de nós, precisam de ser acolhidos, bem tratados e
cuidados. E que também não devemos destruir os sítios onde moram (florestas, quintas, pinhais…)
Durante
o Dia Mundial dos
Animais, imitámos os sons dos animais, desenhamos e colorimos os animais que
temos em casa ou o nosso animal preferido, construímos alguns com material
reciclado. Colámos e fizemos com eles, as colunas num gráfico, fizemos
contagens e descobrimos que há mais cães e menos tartarugas, nas casas dos
meninos e meninas da nossa sala. “No meio ficou o gato”.
Registámos
que “veterinário/a” é o médico/a dos animais, “moram no curral, na cerca (como
o Parque), na capoeira, na jaula (para os mais perigosos)”, “não pudemos ter
aqui na escola um porco, porque faz lama e cheira mal!”. “Ração” é “o que come
os cães e os gatos e os pintos…bebem água do chão, nas poças e a que deixamos
nos cacos”.
Há
animais que não podem morar em nossa casa e fazer-nos companhia: os macacos, os
tigres ,os elefantes e as girafas. As girafas na escola e nas casas partiam as
telhas e o telhado, (eu vi uma baleia morta, na praia da Água de Madeiros e
também era muito grande”).
Depois, no dia de feriado, ficámos em casa e
“eu fui dar comida aos gatos da avó”, “eu dei comida ao meu cão e às minhas
tartarugas”, “ eu fui fazer festinhas ao cavalo”, “tenho 8 gatos!”
, “eu vi um boi”, “o que é um boi?”, “ o meu gato fez chichi no sofá“,
“o meu fez cocó na terra e o meu irmão apanhou com um saco e pôs na fossa”, eu
não tenho animais, joguei no tablet”! …
Depois, foi o dia da visita da APAMG, com 3
gatos bebés e um cão, o Jack, com as senhoras a falarem sobre os animais
abandonados, os que estão doentes e precisam de cuidados e de medicamentos, dos
que são abandonados na rua, no pinhal ou bem longe do lugar onde nasceram. E
que elas quando estão de férias, de folga ou quando não trabalham porque são
estudantes, estão a ajudar a cuidar dos animais na APAMG.
E
depois, e depois…
Quem
não se lembra do nome do animal ou dos animais que teve na infância?
Quem
não tem histórias (de afetos, de brincadeiras, de partilha, de medos…) com
animais?
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