Na aula de Matemática do 7.º ano, as sequências
deixaram de ser apenas números ordenados no caderno e passaram a verdadeiras
obras de arte!
Acreditam que os alunos conseguiram materializar
sequências? É mesmo verdade! E não, não foi magia (embora tenha parecido).
Esta técnica foi inventada no final do século XIX pela matemática inglesa Mary
Everest Boole (1832–1916) e chama-se string art.
A ideia original envolve pregos espetados numa
tábua de madeira e fios esticados de um lado para o outro. “Pregos” e
“martelos”?!… A professora imaginou logo o cenário completo na aula de
Matemática: martelos a voar pela sala, dedos em perigo e, talvez, até uma
visita inesperada do INEM. Resultado? Pregos e martelos, nem vê-los! Cartão
reutilizado e fios, isso sim! E, por falar em fios, nada de idas apressadas à
retrosaria! Os alunos usaram sobras de linhas da mãe da professora, que
passaram de uma gaveta esquecida a coloridas sequências.
Entre linhas cruzadas e muitos cálculos
matemáticos, começaram a surgir corações (as famosas cardióides!), flores e
outras figuras surpreendentes, tudo construído numa sequência perfeita de
números, linhas, cores, reutilização e boa disposição.
Também houve problemas, que é o que não falta
numa aula de Matemática, quando a linha decidia ganhar vida própria e se
transformava num novelo impossível de desembaraçar!
Aí, sim, ouviam-se suspiros, risos e aquele
clássico: “Ó 'Storaaaaa, isto deu um nó!”
Professora Cristina Coelho









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